
Gostei. Muito. “Comer Rezar Amar” não é o filme do ano, mas tem aquele poder de fazer sair sorrindo da sala de cinema. A obra de Ryan Murphy dá suas lições sem, em momento algum, ficar massante – apesar da longa duração. Na história, Elizabeth Gilbert (autora da autobiografia que deu origem ao filme, interpretada convincentemente por Julia Roberts) está infeliz em seu casamento e resolve se divorciar de Stephen (Billy Crudup). Daí, ela engatilha outro relacionamento com David (James Franco), um ator bem mais jovem que ela. Também não dá certo. Então o que ela faz é tirar um ano para ela, passando pela Itália, Índia e Bali, na Indonésia.
Basicamente, na Itália ela aprende a se aceitar a si mesma e a seu corpo. Na Índia, tendo como uma espécie de guia o texano Richard (Richard Jenkins), que tem uma bagagem emocional mais forte do que aparenta a princípio, ela se perdoa por ter falhado em seu casamento. E em Bali, conhece o brasileiro Felipe (Javier Bardem, falando um português que soa estranho aos ouvidos, mas de tentativa válida), por quem se apaixona e com quem encontra um final feliz.
Existem ainda várias persoagens cativantes, como o xamã Ketut e a “médica” Wayan. Os cenários são exuberantes e há várias cenas de encher os olhos. Um espetáculo visual.
Vale lembrar que o período que Elizabeth passa na Itália é uma tortura para aqueles que gostam de comer. Dá inveja. Mesmo.
Confesso que o fato de ser um filme de viagem me conquistou. Adoro esse tipo de narrativa que passa por vários lugares e apresenta vários personagens, cada um com sua lição para ensinar. Se deu vontade de ler o livro? Muita. A ideia que a adaptação passa é de que as páginas fluem com a maior facilidade e que todo mundo se identifica de alguma forma.
Bem que o cinema podia produzir mais filmes de jornada pessoal tão bons quanto esse, hein…