
A continuação de “Demônios do Oceano” é ainda melhor que o volume anterior. Para começar, a capa. (Pois é, vocês já devem ter reparado que eu gosto de capas.) Ela é bastante parecida com a do primeiro volume da série, mas tem diferenças notáveis, como a lua ao fundo e o próprio navio, que é diferente. Ele é de Sidório, exilado do navio Vampirata no primeiro livro, que começa a reunir um exército vampiro com sede de sangue. Mas, ao contrário dos tripulantes do Vampirata, eles querem fazer tudo à moda antiga: capturar, se alimentar e matar. Vamos à sinopse?
Os irmãos Grace e Connor Tormenta estão de volta! E, desta vez, tudo parece estar contra eles. Apesar de finalmente terem conseguido se reencontrar, os gêmeos Connor e Grace não podem evitar a sensação de que estão seguindo por caminhos distintos. Enquanto Connor está cada vez mais fascinado pela vida de pirata, Grace não para de se preocupar com a segurança do irmão e dos amigos que deixou no navio Vampirata.
Que surpresas esperam os gêmeos? Cada vez mais acostumados à pirataria, eles acreditam estar prontos para tudo. Mas há um traidor a bordo do Diablo e os inimigos espreitam a cada esquina. E, quanto mais Grace e Connor seguem em suas aventuras, mais eles compreendem que, neste mundo, não existe nenhum lugar seguro.
Enquanto Sidório forma seu exército – seu braço direito é transformado em vampiro já nas primeiras páginas, e é uma personagem que já apareceu antes –, os gêmeos Tormenta são mandados pelo capitão Wrathe para a Academia dos Piratas. Lá, em meio a aulas de náutica, esgrima, história da pirataria, etc (é uma verdadeira Hogwarts dos corsários), Connor fica completamente fascinado e quer se aprofundar cada vez mais na vida de pirata. Mas Grace não fica tão animada assim. Somper trabalha muito bem as diferenças entre os gêmeos e aborda com sutileza o fato de que seus caminhos não são os mesmos.
Enquanto isso, Lorcan, o vampiro que cuidou de Grace a bordo do Vampirata, sofre com as conseqüências de sua exposição ao sol no fim de “Demônios do Oceano”. Ainda no navio, cada vez mais tripulantes se mostram inclinados a seguir Sidório, e o Capitão não sabe mais como evitar uma rebelião.
Novas personagens também são introduzidas e muito bem trabalhadas. É tão fácil se acostumar e se afeiçoar (ou odiar) a elas quanto às que já conhecemos. Aliás, Somper tem um talento excepcional para criar e desenvolver os heróis, anti heróis e vilões de suas histórias. Todos têm motivos que explicam suas ações – até mesmo o sanguinário Sidório.
Cheio de surpresas, reviravoltas e momentos que chegam a dar saudade da escola (não aquela em que realmente estudamos, mas a que sempre sonhamos em freqüentar), “Maré de Terror” é um livro que prende o leitor até o fim. A história deixa um gancho para o próximo volume da série, “Capitão de Sangue”, mas nos entrega um ótimo desfecho.
Depois das resenhas dos volumes 3 e 4, teremos promoções de “Vampiratas” aqui. Fiquem ligados!
