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3D or not 3D?

Desde o estrondoso sucesso de Avatar, de James Cameron, que arrecadou mais de 2 bilhões de dólares em todo o mundo e redefiniu a forma como vemos o 3D, houve uma epidemia da tecnologia em Hollywood. Todos querem ser o próximo Avatar e os estúdios começaram a converter seus filmes para o 3D, alterar lançamentos, tudo por aqueles preciosos dólares na diferença do preço do ingresso.

os óculos da discórdia: o 3D compensa?

Mas desde alguns resultados duvidosos nas últimas semanas (em Piratas do Caribe 4 apenas 30% da bilheteria correspondeu salas em 3D) se discute se o 3D realmente pode salvar o cinema.

Primeiro: o cinema precisa ser salvo? A indústria ainda é forte e cresce mundialmente. Talvez a salvação não seja necessariamente da arte de fazer filmes, mas sim das salas de cinema e da experiência de ver o filme em uma tela imensa com pessoas ao seu lado. Experiência que pode englobar pessoas irritantes que não param de falar, filas e pipoca cara. Pessoalmente sou fã das salas de cinema e não considero assistir em casa a mesma coisa. Mas dá para entender porque muita gente não concorda comigo. O 3D seria mais um chamativo para a ida as salas, já que essa tecnologia ainda não é de fácil acesso pela população mundial.

A outra questão está intimamente ligada ao uso da tecnologia do 3D. Avatar foi um filme filmado em 3D, pensado durante anos para ser daquela forma. Por isso temos tantas sensações diferentes ao assistir o filme, ele foi planejado para aquilo. Com o sucesso e a moda da conversão não existe um cuidado de planejar as cenas para o 3D. Eles simplesmente usam a técnica em um filme já pronto,sim, para ganhar mais dinheiro. Não adianta dizer que Fúria de Titãs precisava do 3D para seu tema, ou que tinha cenas maravilhosas para isso.

Ao pesquisarmos opiniões sobre o 3D vemos os bravos defensores, que consideram o 3D o futuro da indústria, e os detratores que sentem dor de cabeça e acham que nenhum filme deve ser feito em 3D jamais. Precisamos encontrar um meio termo. Assistir Avatar em 3D, numa sala de cinema, é uma experiência incrivel e que provavelmente não seria a mesma em salas comuns. Nem todo filme é assim. Eu não precisava ter assistido As Crônicas de Nárnia em 3D! Não existiu mudança real e eu apenas me senti enganada.

Grandes diretores, Martin Scorsese entre eles, já trabalham com 3D e consideram que até filmes dramáticos podem se beneficiar da tecnologia. Hollywood não deve se perguntar: 3D or not 3D? Uma coisa não exclui a outra, a tecnologia só deve ser usada de forma sábia, respeitando suas potencialidades. Aí sim o 3D vai compensar para os estúdios, para a qualidade dos filmes e vai ser realmente uma experiência imersiva para o público.

[Review] X-Men: Primeira Classe

Em 2000 foi lançado o primeiro filme do que viria a ser a trilogia do X Men. Sucesso de público e crítica, virou um modelo do que filmes de superheróis deveriam ser. Seguiram-se duas sequências (sendo a terceira um tanto criticada) e um filme especial sobre a história do Wolverine.

Depois de muita especulação sobre qual caminho a franquia iria tomar (chegou a ser considerado um filme especial sobre a origem do Magneto) foi anunciado uma ‘prequel’ da trilogia: X-Men Primeira Classe.

Dirigido por Matthew Vaughn (de Kick-Ass), X-Men Primeira Classe conta como Charles Xavier e Erik Lehnsherr tornam-se amigos e, depois, optaram por caminhos distintos. Nesta época,década de 60, os personagens pertencentes à primeira classe das escolas de mutantes, como Mística, Sebastian Shaw, Fera, Emma Frost e Azazel, ainda estão aprendendo a lidar com seus poderes e formando as alianças que definirão os caminhos dos vilões e dos heróis.

Primeira coisa que pode ser dita é: X-Men de volta à sua boa forma. Produzido por Brian Synger (diretor dos primeiros) o filme tem um roteiro sólido, que coloca os mutantes no contexto da Guerra Fria na década de 60 – participando ativamente da crise dos mísseis em Cuba.

Mas o destaque do filme, e grande razão do seu sucesso, é a atuação de James McAvoy como Xavier e Michael Fassbender como Erik/Magneto. Os dois tem muita química, o que é essencial para a história de amizade dos personagens. As conversas e o relacionamento construído entre os dois explica o que vimos nos filmes da trilogia (na verdade, a primeira coisa que quis fazer saindo do cinema foi assistir os filmes do X-Men e olhar a relação entre Charles e Erik de outra forma).

Entre os mutantes mais jovens o destaque vai para Raven/Mística, interpretada por Jennifer Lawrence, por sua relação próxima com Charles e sua história de aceitação atarvés do Magneto (e sua relação com a Fera, de Nicholas Hoult, é ao mesmo tempo fofa e trágica).

X-Men sofreu um pouco com o marketing feito para o lançamento do filme, os cartazes e fotos dos personagens não representavam muito bem o filme e podem ter passado uma ideia errada de como a adaptação seria. Eu mesmo não estava muito confiante para o resultado final, mas esse pode ter virado o meu preferido da franquia.

Ótimo filme, grandes atuações e duas participações especiais muito divertidas. Vale a pena a ida ao cinema.

Thor, Capitão América e o começo da briga pelo posto de herói de 2011

No fim do ano passado quando saíram as listas de filmes mais esperados de 2011 uma coisa foi muito destacada: a temporada de blockbusters (primavera/verão no hemisfério norte) seria uma guerra de bilheteria.

E a guerra já começa dia 29 de abril com o lançamento mundial de Thor (no mercado americano o filme estreia em 06 de maio). O filme da Marvel sobre o Deus do Trovão traz o novato Chris Hemsworth no papel principal e grandes astros como Natalie Portman e Anthony Hopkins.

Depois das duas seqüências do Homem de Ferro, Thor continua no caminho para o lançamento de Os Vingadores no próximo ano. Dirigido por Joss Whedon (sim, aquele de Buffy) o filme tem a ambição de juntar todos os super-heróis (e seus egos) para salvar o mundo em mais ou menos duas horas.

A Marvel apresenta ainda, em julho, outro vingador: o Capitão América. Protagonizado por Chris Evans (que curiosamente já interpretou um herói – você deve se lembrar do Tocha Humana de o Quarteto Fantástico) o filme sobre o primeiro vingador também é muito aguardado.

Mas no meio de tantas estreias nessa temporada (esse ano a Warner finaliza a maior franquia do cinema mundial com o lançamento do último filme da saga Harry Potter; Michael Bay completa a trilogia Transformers; Johnny Depp volta a ser Jack Sparrow; o Lanterna Verde tenta começar sua própria franquia cinematográfica e muito mais) será que existe espaço para 2 super-heróis da Marvel?

O estúdio se precaveu dando uma margem de dois meses entre os filmes. Mas em uma temporada em que deve ser lançado basicamente um blockbuster por fim de semana será que isso é suficiente? E será que isso vai reverter em propaganda positiva para o filme dos Vingadores?

A Marvel está tentando capitalizar nessa expectativa para o filme dos Vingadores. Já que os personagens mais conhecidos do público geral são o Homem de Ferro (que vem de dois filmes de grande sucesso) e o Hulk (que vem de duas adaptações controversas em menos de 10 anos), seria difícil a Marvel apostar em um filme tão grande sem a força de mais heróis junto ao público geral. Por isso essa estranha aposta em dois blockbusters em tão pouco tempo.

Talvez Thor se beneficie do fato de ser o primeiro filme lançado  na temporada (e também seja ajudado pela grande popularidade atual da Natalie Portman). Mas Capitão América vai precisar de muita força para começar uma semana depois do lançamento de Harry Potter 7.2 (e ainda tem outro problema a superar – a possível rejeição de sua história em importantes mercados pelo mundo. A Marvel planeja lançá-lo apenas como O Primeiro Vingador em locais que podem não aceitar um filme tão focado na noção de patriotismo norte-americano).


Essa paródia com o trailer já mostra porque a preocupação é válida.

Só o tempo dirá quem vai ser o vitorioso da guerra dos estúdios e se temos espaço para todos. A revista USA Weekend dessa semana traz nossos heróis na capa e questiona se eles sobrevivem a temida guerra cinematográfica.

[Resenha] Tron: O Legado

Tron: Legacy

A continuação do filme de 1982 que se tornou um ícone da cultura nerd tem feito barulho desde a Comic Con de 2009. No evento, foi passado um vídeo relativamente simples, que nem faz parte do filme, apenas para mostrar o quanto a evolução tecnológica e o domínio de efeitos especiais que se tem hoje em dia podiam dar à clássica ficção científica a força necessária para encantar o público exigente de hoje. Se os efeitos gráficos de “Tron” (revolucionários para a época) são considerados bobos hoje em dia, os de “Tron: O Legado” levaram a platéia do painel do filme na convenção ao delírio.

E mesmo este vídeo parece brincadeira de criança perto do resultado final. Daí para a frente, a Disney não parou mais. Não se passou nenhum mês sem que a casa do Mickey liberasse alguma novidade do filme. A campanha viral foi muito bem feita, levando o público a tentar desbloquear informações nos sites desenvolvidos para a divulgação. Mas não foi para falar de publicidade que eu vim aqui, então vamos ao filme.

“Tron: O Legado” é independente de seu antecessor. Na história, Kevin Flynn (Jeff Bridges, oscarizado este ano) é o presidente da Encom, empresa de tecnologia que ele conquistou no fim de “Tron”. Uma noite ele sai de casa e desaparece, deixando para trás seu filho, Sam (Garrett Hedlund). 20 anos depois, Adam Bradley (Bruce Boxleitner, reprisando o papel que teve no filme de ‘82) recebe um bip do Flynn mais velho e dá a Sam a chave do fliperama que pertencia a seu pai. Lá, ele encontra o computador em que Kevin trabalhava todas as noites e acaba sendo transportado para a Grade, o ambiente virtual criado pela personagem de Bridges.

The Grid

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[Review] Vampiratas – Maré de Terror, de Justin Somper

Maré de Terror

A continuação de “Demônios do Oceano” é ainda melhor que o volume anterior. Para começar, a capa. (Pois é, vocês já devem ter reparado que eu gosto de capas.) Ela é bastante parecida com a do primeiro volume da série, mas tem diferenças notáveis, como a lua ao fundo e o próprio navio, que é diferente. Ele é de Sidório, exilado do navio Vampirata no primeiro livro, que começa a reunir um exército vampiro com sede de sangue. Mas, ao contrário dos tripulantes do Vampirata, eles querem fazer tudo à moda antiga: capturar, se alimentar e matar. Vamos à sinopse?

Os irmãos Grace e Connor Tormenta estão de volta! E, desta vez, tudo parece estar contra eles. Apesar de finalmente terem conseguido se reencontrar, os gêmeos Connor e Grace não podem evitar a sensação de que estão seguindo por caminhos distintos. Enquanto Connor está cada vez mais fascinado pela vida de pirata, Grace não para de se preocupar com a segurança do irmão e dos amigos que deixou no navio Vampirata.

Que surpresas esperam os gêmeos? Cada vez mais acostumados à pirataria, eles acreditam estar prontos para tudo. Mas há um traidor a bordo do Diablo e os inimigos espreitam a cada esquina. E, quanto mais Grace e Connor seguem em suas aventuras, mais eles compreendem que, neste mundo, não existe nenhum lugar seguro.

Enquanto Sidório forma seu exército – seu braço direito é transformado em vampiro já nas primeiras páginas, e é uma personagem que já apareceu antes –, os gêmeos Tormenta são mandados pelo capitão Wrathe para a Academia dos Piratas. Lá, em meio a aulas de náutica, esgrima, história da pirataria, etc (é uma verdadeira Hogwarts dos corsários), Connor fica completamente fascinado e quer se aprofundar cada vez mais na vida de pirata. Mas Grace não fica tão animada assim. Somper trabalha muito bem as diferenças entre os gêmeos e aborda com sutileza o fato de que seus caminhos não são os mesmos.

Enquanto isso, Lorcan, o vampiro que cuidou de Grace a bordo do Vampirata, sofre com as conseqüências de sua exposição ao sol no fim de “Demônios do Oceano”. Ainda no navio, cada vez mais tripulantes se mostram inclinados a seguir Sidório, e o Capitão não sabe mais como evitar uma rebelião.

Novas personagens também são introduzidas e muito bem trabalhadas. É tão fácil se acostumar e se afeiçoar (ou odiar) a elas quanto às que já conhecemos. Aliás, Somper tem um talento excepcional para criar e desenvolver os heróis, anti heróis e vilões de suas histórias. Todos têm motivos que explicam suas ações – até mesmo o sanguinário Sidório.

Cheio de surpresas, reviravoltas e momentos que chegam a dar saudade da escola (não aquela em que realmente estudamos, mas a que sempre sonhamos em freqüentar), “Maré de Terror” é um livro que prende o leitor até o fim. A história deixa um gancho para o próximo volume da série, “Capitão de Sangue”, mas nos entrega um ótimo desfecho.

Depois das resenhas dos volumes 3 e 4, teremos promoções de “Vampiratas” aqui. Fiquem ligados!