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[Review] Livro – Água para Elefantes

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Água para Elefantes (Water for Elephants) foi um livro que me surpreendeu positivamente. Posso dizer que minha expectativa para o livro estava média, a parte positiva era por causa da participação da Reese Whiterspoon na adaptação cinematográfica. Ela dificilmente erra ao aceitar um papel.
Obs: Ainda não vi o filme, estreia no Brasil dia 29 de abril.

O livro reveza entre acontecimentos no presente de um idoso de 93 anos em uma casa de repouso e memórias de sua vida. Acompanhamos o acontecimento que faz com que ele largue a universidade antes de terminar as provas finais e se formar em veterinária. Sem rumo, ele acaba no trem dos trabalhadores do Circo Irmãos Benzini. Aos poucos ele vai conquistando a confiança dos funcionários do ‘alto escalão’, os artistas, e torna-se o veterinário dos animais do circo.

Ele acaba se aproximando de August, o chefe do setor dos animais, e de sua esposa, a bela estrela Marlena. Cansada da constante mudança de humor do marido, Marlena acaba se apaixonando por Jacob.

Aviso logo que o livro tem umas cenas mais ‘pesadas’ e fico imaginando a reação das fãs novinhas do Robert Pattinson que pegaram o livro para ler porque ele está na capa.

A narrativa da Sara Gruen te faz mergulhar no universo do circo, me sentia como uma espectadora que teve acesso aos bastidores. Pela sinopse eu achava que a elefanta, Rosie, tivesse mais importância, mas ela ainda assim encanta. Um dos personagens mais cativantes é o anão palhaço Kinko, que no começo não vai com a cara do Jacob. Falando nele, adorei o Jacob, principalmente a versão idosa, é o tipo de pessoa que eu adoraria conhecer, com um humor ácido e cheio de histórias para contar. O romance entre o Jacob e a Marlena é bem explorado, mas o elemento principal do livro continua sendo o que acontece do outro lado da cortina do circo.

O livro já tinha sido lançado pela Sextante há alguns anos, e esse ano foi relançado com a capa do filme. Estou muito curiosa para ver como Água para Elefantes foi adaptado para as telonas, espero que faça justiça ao excelente livro.

Confira abaixo o trailer do filme:

[Review] Crônicas dos Senhores de Castelo – O Poder Verdadeiro

Capa

“O Poder Verdadeiro” chama atenção por sua proposta. O livro, escrito por G. Brasman e G. Norris (pseudônimos dos autores brasileiros Gustavo Girardi e Gustavo Tezelli, respectivamente) une elementos de fantasia, medievalismo e ficção científica em uma única obra. E o resultado é uma história que deixará qualquer fã de RPG empolgado. Vamos à sinopse?

Em um passado longínquo, um conflito épico foi travado em todo o Multiverso. Para garantir o futuro e o equilíbrio de todos os reinos, um grupo de combate especial, chamado Senhores de Castelo, foi criado. Depois de anos de guerras devastadoras, os Senhores de Castelo conquistaram a vitória e por mais de três milênios zelaram pela harmonia e pela prosperidade nos quatro quadrantes do Multiverso.

Mas a paz fica ameaçada quando a princesa guerreira Laryssa e seu companheiro androide tentam reativar a magia ancestral do Globo Negro, um artefato de grande poder.

Em meio a perseguições por seres grotescos e por um temível feiticeiro, o caminho da princesa cruza com o de dois poderosos Senhores de Castelo – Thagir, um pistoleiro com braceletes mágicos, e Kullat, um cavaleiro que manipula energia.

Tem início então uma eletrizante jornada, em que habilidades de guerra, magia e tecnologia decidirão o destino de todo um planeta.

Todo fã de fantasia que se prese é fã de uma boa briga de bar, e é assim que começa “O Poder Verdadeiro”, primeiro volume da saga “Senhores de Castelo”. Lá, os senhores de castelo Thagir e Kullat encontram a princesa Laryssa em uma situação complicada e desafiadora. Não demora até que se vejam partindo, na companhia do autômato Azio, em uma jornada perigosa em busca da Mãe de Todas as Fadas, que poderá restaurar um poderosíssimo objeto mágico, que já teve papel fundamental na história do reino de Agas’B e promete ter outra vez.

A narrativa é fácil e amarra bem o leitor, mas dá para sentir que ainda precisa de um certo amadurecimento (nada que estrague o prazer da leitura). Os mundos imaginados pela dupla de autores são tão bem descritos que chegam a ser palpáveis. E para ajudar a visualizar o Multiverso, a edição caprichada do livro conta com belíssimas ilustrações e ainda tem um mapa muitísismo bem detalhado e de página dupla no começo.

A linha da história, que conduz de um perigo a outro, sempre apresentando novas personagens, cidades, criaturas, florestas, cavernas, lagos e os mais diversos perigos é um verdadeiro deleite para quem é fã de RPG e literatura fantástica no geral. E outro trunfo é que os autores são brasileiros. A editora Verus, do grupo Record, está de parabéns por dar esta força a escritores de fantasia nascidos e criados em terras tupiniquins.

O livro ganhou ainda um site super legal, com direito a glossário de personagens, lugares/planetas e objetos. Ainda tem informações sobre os autores, download do primeiro capítulo, papéis de parede e um link para comprar esta obra incrível. Para acessar, é só clicar na logo da Verus ali embaixo ou na capa lá em cima. Vale o clique.

Ao fechar o livro, fica aquele gostinho de quero mais. Agora vamos esperar e torcer para que o segundo volume não demore a sair.

Verus

[Review] The Lost Hero

Terminou de ler Percy Jackson e os Olimpianos? Está com saudades do Acampamento Meio-Sangue? Rick Riordan foi rápido e o livro que abre a nova série de semideuses já foi lançado. The Lost Hero é o primeiro volume da série The Heroes of Olympus, que promete agradar a gregos e troianos.

Levei um susto quando vi o tamanho do livro pela primeira vez, são 557 páginas de aventura e mitologia grega. The Lost Hero é uma grande introdução para o que está por vir, nele conhecemos o grande inimigo da série (quem já conhece mitologia grega deve sacar logo quem é) e conhecemos os três protagonistas: o desmemoriado Jason, a convincente Piper e do divertido Leo (não consegui pensar em outra palavra que não indicasse de quem ele é filho).

Os capítulos são do ponto de vista de cada um dos protagonistas e sempre seguindo a seguinte ordem, sendo 2 de cada: Jason, Piper e Leo. Imagine acordar e não se lembrar de quase nada? E descobrir que tem um melhor amigo e uma namorada? É isso que acontece com Jason. Senti muita pena da Piper por causa disso. Como deve ser difícil a pessoa que você ama esquecer tudo que aconteceu entre vocês, na verdade, nem mesmo saber quem você é. Tudo é explicado no final, então não vou dar mais detalhes sobre essa questão.

O livro acompanha os acontecimentos 3 meses depois do final de O Último Olimpiano e vemos que a tão esperada paz durou muito pouco tempo. Sim, os deuses manteram o acordo de reconhecer seus filhos, mas se afastaram e passaram a não se comunicar com os semideuses. Para piorar, um dos heróis mais importantes SUMIU. Aha! Tá aí o motivo do título.

Eu gostei da forma como o Riordan tratou os protagonistas, dando o devido destaque para cada um deles. Simpatizei com o Leo Valdez e a Piper McLean, já com o Jason nem tanto (talvez pelo problema da memória). Um dos melhores personagens do livro é o sátiro Coach Hedge (deve virar Treinador Hedge na tradução) que ajuda o trio. Diferente dos sátiros ‘paz e amor’, ele tem uma postura mais agressiva e os momentos de loucura querendo matar todo mundo são ótimos.

Temos mais figuras históricas conhecidas como o Rei Midas e Medea. Revemos velhos conhecidos como Quíron, Thalia e Annabeth. Dois personagens que me conquistaram foram: Tristan McLean (um famoso ator, pai de Piper) e Aeolous, o deus dos ventos, que apresenta um programa de previsão do tempo na TV. Genial, Rick!

Assim que terminei de ler, fiquei com um desejo enorme da continuação. Pura maldade do Riordan terminar o livro desse jeito. Quero ler logo The Son of Neptune, previso para o outono americano.

Obs: o nome aportuguesado do herói Jason, é Jasão. Me pergunto se a Intrínseca irá ‘traduzir’ o nome do protagonista já que várias vezes é feita uma comparação entre ele e o clássico herói ja que compartilham o mesmo nome.

Para terminar preciso dizer que AMO demais essa capa. Quem fez foi o mesmo ilustrador de todos os livros da série Percy Jackson e também de A Pirâmide Vermelha. Palmas para John Rocco! Aproveito para pedir vaias para a capa tosca britânica, que também é do mesmo ilustrador que fez as outras capas medonhas de Percy e Kane.

Como eu já disse no evento de A Pirâmide Vermelha: “ainda bem que a Intrínseca lança aqui no Brasil os livros do Rick Riordan com as capas americanas”. O lançamento de The Lost Hero no Brasil está previsto para o primeiro semestre de 2011.

[Review] The Maze of Bones (The 39 Clues)

Comprei esse livro por impulso em um dia que ia conseguir sair do shopping sem comprar NADA. Os motivos?

1- é do Rick Riordan (esse já bastaria)
2- é uma edição caprichada com capa dura e com cards
3- tava em promoção

Vou confessar que não estava esperando muito de The Maze of Bones. Achei que seria super bobinho para um público mais jovem do que do primeiro Percy Jackson. Como me enganei! É um típico livro do Riordan, super gostoso de ler e com uma aula de história embutida. Nesse livro, descobrimos vários detalhes sobre Benjamin Franklin. Os próximos livros da série também focam em uma figura histórica e no final de The Maze of Bones sabemos qual será o próximo, que acredito que todo mundo já pelo menos ouviu falar.

Vamos para a história. Os irmãos (não, não é “A Pirâmide Vermelha”!) Dan (11 anos) e Amy (14) são convocados assim como vários parentes para a leitura do testamento da recém falecida avó. Porém, não era um testamento comum, a cada pessoa era dada uma escolha. Eles podiam pegar a grana (1 milhão de dólares) OU participar de um desafio, uma caça ao tesouro. A busca pelo tesouro podia ser feita individualmente ou em conjunto. Dan e Amy decidem participar do desafio (já que já previram que se aceitassem a grana, tudo ficaria com a tia megera que cuidava deles). E a aventura começa com eles indo atrás das 39 pistas do título da série. Além de tentar desvendar os mistérios, eles tem que sobreviver às armadilhas das outras equipes que farão de tudo para juntar as 39 pistas.

Aí você se pergunta: “como duas crianças vão sair viajando pelo mundo sozinhas?”. Eles precisam de um adulto para poder comprar passagens de avião, fazer check-in nos hotéis, afins. A babá Nellie que acaba cumprindo esse papel de bom grado, afinal, quem não quer conhecer Paris de graça?

Diferentemente das outras séries juvenis do Rick Riordan, este livro é narrado em terceira pessoa. O meu maior medo quando terminei de ler foi saber que os próximos livros da série The 39 Clues são escritos por outras pessoas. É algo legal, diferente, mas fica a dúvida se a narrativa dos outros autores será tão boa quanto a do Riordan.

Um pequeno spoiler, em The Maze of Bones eles encontram a segunda pista no final. Como é que vão chegar na trigésima nona no décimo livro? Só se encontrarem várias freneticamente nos próximos. o.0

Lista dos livros da série:

1: The Maze of Bones por Rick Riordan
2: One False Note por Gordon Korman
3: The Sword Thief por Peter Lerangis
4: Beyond the Grave por Jude Watson
5: The Black Circle por Patrick Carman
6: In Too Deep por Jude Watson
7: The Viper’s Nest por Peter Lerangis
8: The Emperor’s Code por Gordon Korman
9: Storm Warning por Linda Sue Park
10: Into The Gauntlet por Margaret Peterson Haddix

Também há 2 livros extras: The Black Book of Buried Secrets e Agent Handbook. Em 2011 uma nova série com 6 livros dará uma continuação. Para completar um livro a parte (Vespers Rising) que se passa entre The 39 Clues e a nova série será escrito por Rick Riordan, Peter Lerangis, Gordon Korman, e Jude Watson.

Uma coisa que foi muito bem feita para The 39 Clues nos EUA é que ela também é um jogo. Você pode colecionar os cards e jogar online uma busca pelas 39 pistas.

Aqui no Brasil foram lançados 6 livros pela editora Ática. Confira aqui o hotsite da Ática de The 39 Clues.

Quer mais? A Dreamworks adquiriu os direitos cinematográficos da série e Steven Spielberg está cotado como diretor!

[Resenha] Tron: O Legado

Tron: Legacy

A continuação do filme de 1982 que se tornou um ícone da cultura nerd tem feito barulho desde a Comic Con de 2009. No evento, foi passado um vídeo relativamente simples, que nem faz parte do filme, apenas para mostrar o quanto a evolução tecnológica e o domínio de efeitos especiais que se tem hoje em dia podiam dar à clássica ficção científica a força necessária para encantar o público exigente de hoje. Se os efeitos gráficos de “Tron” (revolucionários para a época) são considerados bobos hoje em dia, os de “Tron: O Legado” levaram a platéia do painel do filme na convenção ao delírio.

E mesmo este vídeo parece brincadeira de criança perto do resultado final. Daí para a frente, a Disney não parou mais. Não se passou nenhum mês sem que a casa do Mickey liberasse alguma novidade do filme. A campanha viral foi muito bem feita, levando o público a tentar desbloquear informações nos sites desenvolvidos para a divulgação. Mas não foi para falar de publicidade que eu vim aqui, então vamos ao filme.

“Tron: O Legado” é independente de seu antecessor. Na história, Kevin Flynn (Jeff Bridges, oscarizado este ano) é o presidente da Encom, empresa de tecnologia que ele conquistou no fim de “Tron”. Uma noite ele sai de casa e desaparece, deixando para trás seu filho, Sam (Garrett Hedlund). 20 anos depois, Adam Bradley (Bruce Boxleitner, reprisando o papel que teve no filme de ‘82) recebe um bip do Flynn mais velho e dá a Sam a chave do fliperama que pertencia a seu pai. Lá, ele encontra o computador em que Kevin trabalhava todas as noites e acaba sendo transportado para a Grade, o ambiente virtual criado pela personagem de Bridges.

The Grid

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