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[Especial Harry Potter] Review: Harry e seus Fãs

Alguns anos atrás, quando minha prima tinha uns 8 anos, ela foi olhar minha estante de livros. Apontou para uma parte da coleção (a maior) e perguntou qual era. Era Harry Potter. Eu disse que daria a ela de presente quando ela estivesse um pouco mais velha e conseguisse ler – e entender – sozinha. Em seu aniversário de 10 anos, dei a ela Harry Potter e a Pedra Filosofal. Outro dia minha mãe me telefonou me contando que minha prima tinha terminado o livro, visto o filme e queria o segundo emprestado. Claro que comprei, entreguei a ela e falei: Quem sabe você não ganha o terceiro?

O primeiro livro de Harry Potter foi lançado em 1997 (2000 no Brasil) e apresentou a série que veio a se tornar um dos maiores sucessos da literatura mundial. Mas essa história todo mundo já conhece. Harry e seus fãs (Harry, A History no original), de Melissa Anelli, não quer apenas falar do fenômeno com dados e informações sobre sua história. O livro faz um retrato do aspecto mais importante na alimentação de seu sucesso: os fãs.

Melissa é uma das editoras do The Leaky Caldron, um dos sites mais famosos e importantes do mundo de Harry Potter, e sabe como funciona cada aspecto do fandom como ninguém. De brigas judicias com a Warner Bros, passando pelo Wizard Rock, analisando a importância da internet para os fãs, entrevistas com JK Rowling (que escreve o prefácio), e principalmente relações de amizade, a autora faz um relato importante do funcionamento de um grupo de fãs.

Para uma fã de Harry Potter como eu, que desde 2000 (quando ganhei o primeiro livro) integra o fandom, ler um livro que fala sobre tudo que eu vivi – direta ou indiretamente – é extremamente especial e nostálgico. Ler Harry e seus fãs foi como viajar por minha adolescência, relembrar como me senti quando li pela primeira vez os livros, a emoção de ver a foto de Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson como Harry, Ron e Hermione, e minha próprias relações de amizade nessa rede.

Um livro de fã para fã. Uma forma de guardar um registro de um período que pode ter definido uma geração. E que, como prova minha prima (que já está terminando o segundo livro), vai continuar.

Harry e seus Fãs
Autor: Melissa Anelli
Editora: Rocco
Ano: 2011
Páginas: 368
Compre: Submarino

Este é o primeiro post do Especial sobre a série Harry Potter, celebrando o lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 dia 15 de julho. O Blog da Maya, aqui do site, está celebrando 1 ano com uma promoção especial valendo um DVD da parte 1 do sétimo filme, veja como participar clicando aqui.

[Review] X-Men: Primeira Classe

Em 2000 foi lançado o primeiro filme do que viria a ser a trilogia do X Men. Sucesso de público e crítica, virou um modelo do que filmes de superheróis deveriam ser. Seguiram-se duas sequências (sendo a terceira um tanto criticada) e um filme especial sobre a história do Wolverine.

Depois de muita especulação sobre qual caminho a franquia iria tomar (chegou a ser considerado um filme especial sobre a origem do Magneto) foi anunciado uma ‘prequel’ da trilogia: X-Men Primeira Classe.

Dirigido por Matthew Vaughn (de Kick-Ass), X-Men Primeira Classe conta como Charles Xavier e Erik Lehnsherr tornam-se amigos e, depois, optaram por caminhos distintos. Nesta época,década de 60, os personagens pertencentes à primeira classe das escolas de mutantes, como Mística, Sebastian Shaw, Fera, Emma Frost e Azazel, ainda estão aprendendo a lidar com seus poderes e formando as alianças que definirão os caminhos dos vilões e dos heróis.

Primeira coisa que pode ser dita é: X-Men de volta à sua boa forma. Produzido por Brian Synger (diretor dos primeiros) o filme tem um roteiro sólido, que coloca os mutantes no contexto da Guerra Fria na década de 60 – participando ativamente da crise dos mísseis em Cuba.

Mas o destaque do filme, e grande razão do seu sucesso, é a atuação de James McAvoy como Xavier e Michael Fassbender como Erik/Magneto. Os dois tem muita química, o que é essencial para a história de amizade dos personagens. As conversas e o relacionamento construído entre os dois explica o que vimos nos filmes da trilogia (na verdade, a primeira coisa que quis fazer saindo do cinema foi assistir os filmes do X-Men e olhar a relação entre Charles e Erik de outra forma).

Entre os mutantes mais jovens o destaque vai para Raven/Mística, interpretada por Jennifer Lawrence, por sua relação próxima com Charles e sua história de aceitação atarvés do Magneto (e sua relação com a Fera, de Nicholas Hoult, é ao mesmo tempo fofa e trágica).

X-Men sofreu um pouco com o marketing feito para o lançamento do filme, os cartazes e fotos dos personagens não representavam muito bem o filme e podem ter passado uma ideia errada de como a adaptação seria. Eu mesmo não estava muito confiante para o resultado final, mas esse pode ter virado o meu preferido da franquia.

Ótimo filme, grandes atuações e duas participações especiais muito divertidas. Vale a pena a ida ao cinema.

[Review] Eu Sou Número Quatro (I Am Number Four)

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Sinopse: I Am Number Four (Eu sou o Número Quatro) é o primeiro volume da aguardada série de ficção Os Legados de Lorien. A aventura é narrada por um jovem com poderes sobre-humanos, cujo planeta de origem, Lorien, e todos os seus habitantes foram destruídos. No entanto, nove crianças e seus Guardiões se exilaram na Terra e agora estão sendo caçados pela raça que devastou aquele planeta. A guerra deles chegou ao nosso planeta e aqui será decidida.

Li o livro há alguns meses e esqueci de alguns detalhes, então já peço desculpa por qualquer erro. ^^

A ideia por trás de “I Am Number Four” é ótima, mas os autores não soubereram como desenvolvê-la de um jeito natural e os acontecimentos pareceram forçados. Talvez seja justamente o fato do livro ter dois escritores (James Frey and Jobie Hughes) que assinam junto sob o pseudônimo de Pittacus Lore, um dos personagens extraterrestre.

Em vez dos vampiros, lobisomens e anjos que enchem as prateleiras das livrarias, agora temos um mocinho alienígena, fugindo da raça que destruiu seu planeta. Junto com outras 8 crianças, ele foi enviado para a Terra para preservar a raça de extinção. Os Mogadorians (raça que destruiu Lorien), caçam os sobreviventes e devem matá-los em ordem.

Como o próprio nome já diz, o livro conta a história do Number Four (Número Quatro). Os números 1, 2 e 3 foram mortos e agora é a sua vez. Ele e seu guardião mudam constantemente de cidade e procuram manter a discrição para não chamar a atenção dos Mogadorians.

Em Paradise, Ohio, Number Four adota o nome John Smith e tenta manter a vida de um adolescente normal, até que os Mogadorians o encontrem.

Como eu disse no começo, alguns acontecimentos no livro são forçados como o incêndio. No filme eles modificaram a cena e ficou bem melhor que a criadas pelos autores. O personagem Mark (o valentão do colégio) virar bonzinho do nada me perturbou tanto no livro quanto no filme.

No livro a questão dos legados (aka poderes) do Number Four são mais explorados. A resistência ao fogo ficou restrita à Number Six (Número Seis) no filme.

Quanto ao casal principal, gostei mais da Sarah do filme (talvez seja minha simpatia pela Dianna Agron). Já o Alex Pettyfer tem um rosto que eu acho bem esquisitinho e se encaixou bem em um personagem de outro planeta.

Os Mogadorians do filme são menos assustadores, algumas vezes achei que eram muito bobinhos, não dão medo em ninguém.

Foi um dos raros casos em que não achei o livro melhor que o filme. Os dois estão bem equilibrados. A continuação de “I Am Number Four” se chamará “The Power of Six” e está com lançamento previsto para 23 de agosto de 2011. A trama será centrada no Number Seven.

[Review] Thor

Thor é muito divertido. Divertido no nível do primeiro Homem de Ferro, um filme despretencioso e leve. O filme quer apenas apresentar seu herói para o filme dos Vingadores do ano que vem. E o faz muito bem.

Thor, e seu irmão Loki, vivem em Asgard e são os herdeiros do trono de seu pai o Rei Odin. Thor é impulsivo e arrogante, o completo oposto de seu irmão tímido. Após desrespeitar ordens ele é mandado a Terra e perde seus poderes. No Novo México encontra uma equipe de cientistas que passam a ajudá-lo. Além da SHIELD.

São praticamente duas histórias. Temos Asgard e os problemas do reino, com foco na complicada relação entre Thor, Loki e o Rei Odin – além das batalhas com Guerreiros de Gelo. E temos quase uma comédia romântica na Terra, com Thor e a cientista Jane Foster.

Dirigido por Kenneth Branagh, o filme do Deus do Trovão tem Chris Hemsworth como Thor, Natalie Portman como Jane Foster, Anthony Hopkins como Rei Odin e grande elenco. Com destaque para Kat Dennings como Darcy, que faz as perguntas que gostariamos de fazer ao filme.

Thor funciona especialmente bem como parte do universo que a Marvel está criando para o lançamento de Os Vingadores em 2012, desde o bom uso da SHIELD com o Agente Coulson até a cena extra – não esqueça de ficar depois dos créditos – que traz Nick Fury para o mundo de Thor.

Bom filme para começar a temporada de blockbusters: divertido, com pessoas bonitas, efeitos especiais legais e parte de uma grande franquia.

[Review] Percy Jackson e os Olimpianos: O Último Olimpiano

Chegando ao fim dessa semana especial Rick Riordan (não esqueça do sorteio do exemplar de Tequila Vermelha do autor  - leia a review do livro clicando aqui e participe clicando aqui) vamos ao livro final da saga.

Essa review contem spoilers dos primeiros livros.

O Último Olimpiano, quinto e último livro da saga de Percy Jackson, foi lançado no Brasil em 10 de agosto de 2010. Nesse livro a batalha pelo Olimpo realmente toma forma e Percy é o centro dela. Como diz a profecia, ao fazer 16 anos Percy fará uma decisão que mudará tudo, e é por essa decisão que todo o desenrolar da história passa.

Na luta entre o Titã Cronos e os Deuses, os meio sangue são partes fundamentais e estão na linha de batalha pela proteção do Olimpo – ou exatamente do lado oposto, por terem sido renegados por seus pais. Conhecemos mais da história de Luke e sua relação com Annabeth e Nico mostra de que lado está.

Um livro que começa explosivo e não para. A narrativa envolvente permanece, mas catalisada de uma forma que te deixa sem conseguir largar o livro. Novamente todos os mistérios parecem convergir exatamente para o momento final, respondendo as questões que temos desde os outros livros.

Claro que a mitologia não é deixada de lado, essa é a maior virtude da saga de Percy Jackson. Riordan dizia que criou a história para ajudar a ensinar mitologia a seus filhos, e ninguém pode dizer que ele não teve sucesso.

A saga de Percy emociona e diverte pessoas de todas as idades.

A temática dos Olimpianos continua com o lançamento de O Herói Perdido dia 20 de maio. Novos personagens e história, mas com algumas caras conhecidas.

Percy Jackson e os Olimpianos: O Último Olimpiano
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrinseca
Ano: 2010
Páginas: 384
Compre: Submarino