Sem grandes surpresas este ano, a celebração da entrega dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas consagrou novatos e veteranos, e mostrou que cada vez mais os filmes independentes e considerados cult estão ganhando seu espaço entre as super produções.
As estatuetas de atuação não deixaram ninguém boquiaberto e seguiram os passos do Globo de Ouro e do SAG Awards. Destaque aqui para a carismática Sandra Bullock, que foi coroada no mesmo ano como melhor atriz, no Oscar, por “Um Sonho Possível”; e como pior atriz, no Framboesa de Ouro, por Maluca Paixão – e ela foi, sim, receber o troféu negativo e ainda fez um discurso divertidíssimo!
Bastardos Inglórios ficou meio esquecido – só levou o prêmio e melhor ator coadjuvante para o sensacional Christoph Waltz. Deveria ter levado também o careca dourado de roteiro, direção e filme; mas não desmereço Guerra ao Terror, que é uma película excepcional e deu a Kathryn Bigelow o primeiro Oscar de direção a uma mulher. A história do vício da guerra só não é melhor que a grande façanha de Tarantino, que ousou reescrever a História e foi muito bem sucedido nisso.
Avatar levou apenas três estatuetas, todas merecidas. Muita gente ficou em revolta porque a revolução do 3D não foi a grande campeã da noite, mas é preciso entender que a inovação tecnológica acabou sendo um pouco prejudicada pelo clichê narrativo. Podemos ter ficado todos boquiabertos com a perfeição dos efeitos e da captura de movimentos impecável que James Cameron nos apresentou, mas a história em nada surpreende e, apesar de emocionar e passar uma mensagem necessária a esses dias, é absurdamente previsível.
Chega agora de comentar as vitórias, pois a essa altura todos já sabem quem venceu e quem, bem, perdeu. Sobre a cerimônia em si: a festa começou com o excelente Neil Patrick Harris cantando e dançando em um número que remeteu aos musicais grandiosos de antigamente – e isso garantiu que a platéia e o público em geral começassem a assistir ao evento já empolgados.
Alec Baldwin e Steve Martin, os apresentadores da noite, conduziram as mais de quatro horas de premiação com maestria e um humor inteligente, afiado e, como não podia deixar de ser, cheio de referências aos indicados e aos filmes mais badalados desde a última edição do Oscar.
Colocar celebridades teens como Miley Cyrus e Taylor Lautner para apresentar vídeos e revelar vencedores foi, a meu ver, uma escolha errônea. Ainda que tenha atraído um novo público e aumentado a audiência, tal tática diminuiu o prestígio da cerimônia. O vídeo de filmes adolescentes serviu de preparação para a homenagem a John Hughes. Ok. E o vídeo de filmes de suspense e terror abriu um pequeno espaço para obras geralmente ignoradas pela Academia. Ok. Mas a ausência de vídeos sobre outros gêneros não deixou um vazio?
Os protagonistas das animações falando sobre como se sentiriam se ganhassem deram um tempero especial, fugindo da rotina e arrancando risadas e empatia.
Falar “the winner is” tirou boa parte da graça e da expectativa. Que bom que Kate Winslet quebrou isso e voltou ao arrepiante – no melhor dos sentidos – “and the Oscar goes to”.
Colegas da indústria falando do trabalho dos indicados a melhor ator e atriz foi uma adaptação agradável do que vimos no ano passado. O que não foi legal, porém, foi Tom Hanks ter anunciado o melhor filme “no susto”, sem nem mesmo listar os indicados. Tudo bem que os concorrentes foram mostrados, um a um, antes de cada intervalo comercial, mas citá-los antes de dizer quem venceu fez falta. O astro disse em seu Twitter que a intenção era justamente essa rapidez, e que até o ensaio fora assim. Esperemos que isso não volte a se repetir.
O cenário prateado deu um clima de anos 50, tal como o musical que abriu a noite.
Foi, no geral, uma festa justa e divertida. Vamos aguardar para ver o que a Academia nos trará no ano que vem.
Eu sou meio ignorante em matéria de cinema, mas o Oscar é o Oscar,né?
Eu achei legal ver Curtindo a vida adoidado ser citado,eu AMO esse filme!!!
Só achei meio “Ãnh?” ver os atores de Crepúsculo na apresentação da homenagem aos filmes de terror.
Se bem que Crepúsculo é ‘o terror’ mesmo…
Bjs!
Unquestionably believe that which you said. Your favorite justification seemed to be on the net the simplest thing to be aware of. I say to you, I certainly get annoyed while people consider worries that they plainly do not know about. You managed to hit the nail upon the top as well as defined out the whole thing without having side-effects , people could take a signal. Will likely be back to get more. Thanks
a homenagem a John Hughes pra mim foi o ponto alto… sou suspeita pra falar pq meus filmes favoritos são dele… ele é ídolo-mor…
viva ferris e the breakfast club o/
“don’t mess with the bull, young man, you’ll get the horns”
Eu também sou fá incondicional do John Hughes. Chorei loucamente quando ele morreu e AMEI ver cenas de Clube dos Cinco (meu filme favorito) no Oscar.
(Tá bem, eu SEI que Curtindo a Vida Adoidado é melhor, mas meu coração é todinho do Clube.)
Eu sou meio ignorante em matéria de cinema, mas o Oscar é o Oscar,né?
Eu achei legal ver Curtindo a vida adoidado ser citado,eu AMO esse filme!!!
Só achei meio “Ãnh?” ver os atores de Crepúsculo na apresentação da homenagem aos filmes de terror.
Se bem que Crepúsculo é ‘o terror’ mesmo…
Bjs!
Como assim sem grandes surpresas?? Uma mulher como melhor diretora em 80 anos num é surpresa grande? Oo
Na verdade, não. Ela era, de longe, a favorita. Foi um marco na história do cinema, mas todo mundo já esperava. xD
Até porque Guerra ao Terror já tinha sido o principal ganhador de diversos prêmios internacionais.
E eu acho que terroristas árabes are the new nazi pra academia.
Falou tudo, Paty.
Não acho que Guerra ao Terror devia levar isso tudo. Bastardos é bem melhor, né… Mas enfim. =/
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