Reviews de Percy Jackson e fotos da premiere

Nós do Nameless estivemos nas premieres de Belo Horizonte e do Rio, e vamos dividir nossas opiniões com vocês! É so clicar em Leia Mais!

Premiere Belo Horizonte

Review por Belle

Para analisar o filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios, como fã dos livros, é preciso se dividir em dois. Uma parte que considera o filme a adaptação de uma série de cinco livros e outra que pense nele somente como um filme, que teve personagens e o básico de sua trama retirado de um livro, talvez até mesmo por acidente.
É exatamente isso que o filme de Chris Columbus parece, quando se pensa nos livros, um acidente. Em sua tentativa de não fazer o que fez nos filmes de Harry Potter (ou seja, manter uma fidelidade que na tela grande chega a ser meio maçante e contar uma história protagonizada por crianças) ele acaba por, junto com o roteirista Craig Titley, que já havia demonstrado um certo desprezo pela história do livro, que ele declarou ser infantil demais, desvirtua quase que completamente o mundo criado por Rick Riordan. Os motivos de Luke para querer derrubar o Olimpo se tornam simples demais, os deuses se tornam simples demais, os diálogos se tornam simples demais… Aliás, tudo se torna simples demais.
Talvez por haver a possibilidade de esse ser o único filme a ser feito, eles fizeram várias alterações, cortando personagens completamente e ignorando tramas inteiras, que, no plano geral, tornaram o filme bastante infantil e maniqueísta. Onde está Cronos? E o Oráculo? Mesmo na hora de grandes revelações as coisas foram fáceis demais. “Meu pai é Poseidon…” diz um Percy que, graças à atuação de Logan Lerman, conseguiu mostrar que pelo menos o personagem ficou surpreso. “Luke colocou o raio no escudo!” afirma Annabeth, no único momento em que parece ser uma filha de Athena e mesmo assim, sua dedução pareceu mais intervenção divina, de sua mãe, do que uma conclusão propriamente dela.
O grande trunfo do filme foi o elenco com grandes nomes, alguns se destacando mais que outros em suas atuações, como Kevin McKidd e seu Poseidon, muito mais carinhoso que o do livro, é verdade, mas com o qual é impossível não simpatizar (a não ser que você odeie totalmente a falta de fidelidade, o que é totalmente compreensível) e Sean Bean, que mostra que quem manda no Olimpo é ele mesmo.
Mas quem realmente salvou o filme foram Logan Lerman e Brandon T. Jackson, que conseguiram manter a essência de seus personagens, mesmo com a bagunça que o roteiro fez deles (ah, vamos lá gente, Grover flertando? Só o Brandon pra fazer isso e ainda nos deixar acreditando que é realmente o Grover.). Alexandra não conseguiu fazer um trabalho muito bom com a Annabeth que deram pra ela. Seu único trabalho foi ficar lá, sendo bonita e boa de luta (e mesmo assim, só no acampamento, o único momento fora dele em que ela consegue fazer algo é quando enfrentam a Hydra, e mesmo assim, não é algo que tenha muito destaque). Aliás, comentário que rolou na seção que eu assisti, misturaram Annabeth com Clarisse, já que agora Annebeth é a melhor guerreira do acampamento (veja bem, eu disse guerreira, não estrategista, afinal, nos livros seu talento de batalha vem muito mais de sua habilidade estratégica do que de lutas físicas em si, mesmo ela sendo boa nisso) e por isso foi minha maior decepção no que se refere ao elenco. Bem, Annabeth e a Medusa, que na pele de Uma Thurman foi muito forçada, mas isso pode ser considerado muito mais um equívoco do diretor do que falha da atriz. Me recuso a falar do romance, que até estava lá, mas não por completo, e como fã de Percabeth fiquei muito frustrada com o modo forçado que Titley desenvolveu.
Isso é minha opinião como fã dos livros de Percy Jackson. No entanto, mesmo com todas essas falhas de adaptação, o filme não é totalmente ruim, se você esquece que leu os livros. É sim, mais infantil do que o diretor disse que queria fazer, é simples demais, também, como já disse, mas é um filme que te faz divertir, que tem diálogos espertinhos (não vamos ficar com inteligente aqui, porque bem, não é um filme inteligente) que te fazem rir, traz referências à cultura pop (como tocar Poker Face e Tik Tok, falar de Mick Jagger, referenciar o sucesso High School Musical) que com certeza aproximam mais o espectador dos personagens e da história.

Então, o balanço geral, Percy Jackson e o Ladrão de Raios é um filme que não busca agradar o do livro e nisso ele falha muito, afinal, os fãs dos livros vão ser os primeiros a querer a adaptação, mas não completamente, pois o filme é sim capaz de entreter. Eu sei que eu vejo o filme de novo. Por Logan e Brandon, pela história pela qual eu tenho muito amor, pela mitologia grega e pela esperança que a série continue e melhore.

Mais fotos

Premiere Rio de Janeiro

Review por Fê Serodio

Juro que minha intenção aqui não é fazer você odiar o filme antes mesmo de tê-lo visto. Aliás, recomendo aos que ainda não viram, que voltem para ler este review depois de assistir o filme. E falo isso porque neste texto há todos os spoilers possíveis! Ou seja, qualquer surpresa – boa ou ruim – acaba aqui.
Vamos ao que interessa então. O filme O Ladrão de Raios foi baseado na obra homônima de Rick Riordan e conta a história de Percy Jackson, um menino problemático que acaba descobrindo que os antigos deuses gregos existem de verdade e vivem em sua cidade. Para falar a verdade, acho que usar o termo “baseado na obra” é demais, pois o filme passa longe do livro. Eu permitiria no máximo um “levemente inspirado”.
Explico: o fio condutor da trama é quem roubou o Raio Mestre de Zeus. Se no livro o deus da guerra, Ares, está muito envolvido nessa história, no filme ele simplesmente não aparece. Ah sim, a não ser na reuniãozinha de deuses no Olimpo (onde os mesmos estão gigantes e fazem com que Annabeth e Percy pareçam estar em Querida, Encolhi as Crianças).
Uma das diferenças mais gritantes da obra cinematógrafica para a literária não é somente o centro da trama, nem a idade dos personagens (no livro, eles têm 12 anos, no filme, por volta de 16) e sim a personalidade de Annabeth. Se ela é sua personagem favorita, feche os olhos nas partes em que ela aparece para não ficar tão decepcionado. Além da cor das madeixas (a Annabeth de Riordan é loira, já a atriz Alexandra Daddario não descoloriu dos cabelos castanhos), a filha de Atena parece não ter relação com a que conhecemos. Ela mal fala com o Luke, é menos esperta que Grover e no começo do filme lembra muito a Clarisse – que foi pro limbo de personagens descartados com seu pai Ares, o deus Dionísio e a árvore-filha-de-Zeus Thalia.
Mesmo se esquecermos completamente o livro, o filme não melhora. E para quem estava com tanto receio da saga de Percy Jackson ser comparada à de Harry Potter, o diretor e o roteirista só deram mais motivos para comparações inserindo na história um mapa mágico parecidíssimo com o Mapa do Maroto. Acho difícil também achar uma pessoa que não tenha lembrado do famoso feitiço da morte da saga do bruxo, o temido Avada Kedavra, na hora em que Perséfone usa o Raio Mestre contra Hades.
Pois é, a Perséfone está no filme. E com um papel de destaque (muito safadinha por sinal). E realmente faz isso.
Os mitos foram distorcidos, ignoraram Cérbero – o cão de três cabeças – no Mundo Inferior (será que estavam com medo de que as pessoas o confundissem com Fofo?) e a pior mudança na história ainda estava por vir.
No filme, Poseidon, pai de Percy, não é uma figura ausente. Ele ama o filho e está sempre ao seu lado, mesmo que não apareça. E se no livro o deus dos mares nunca aparece porque tem mais o que fazer, no filme ele não tinha contato com Percy porque… Zeus não deixava, sob o argumento de que se ficasse muito tempo com seus filhos, os deuses acabariam virando humanos!
Oi??? Riordan, jura que você deixou falarem isso? Falasse que Poseidon era… sei lá, mudo. Por isso não podia falar com Percy. Mas usar essa desculpa esfarrapada foi o pior deslize do roteirista.
O Ladrão de Raios deixou muito a desejar, não só aos fãs do livro, como todos que esperavam um bom filme. Poderia ter sido pior, sem dúvida nenhuma. Quase agradeci aos deuses quando o filme acabou e constatei que Percy Jackson não tinha a tatuagem de tridente (como fotos divulgadas antes), que o Grover chegou bem perto do que Riordan nos descreveu, que os efeitos especiais não foram ruins, que tocou Lady GaGa e Ke$ha na cena do Lotus, que a atuação de Pierce Brosnan e Uma Thurman foram grandiosas e que não teve o beijo entre Percy e Annabeth.
Mas não dá para ignorar pontos ridículos como Percy curando o machucado de Annabeth com água da piscina, o escudo que o Luke dá para Percy (não seria o Tyson que daria esse escudo em Mar de Monstros?) e a falta de habilidade de Daddario na última cena (os movimentos que ela fazia na coreografia de luta estavam péssimos).

Em suma, o filme daria uma boa Sessão da Tarde, o que provavelmente não aconteceria se tivessem respeitado mais a história que deu origem ao longa.

para mais fotos: cosplay.br fotos by June[Tenchuu]

5 Responses to Reviews de Percy Jackson e fotos da premiere

  1. Laura says:

    gostei dessas reviews, me divertiram.
    eu até gostei do filme pq Logan e Brandon são bons. Mas chris permanece em seu lado óbvio e medíocre.
    Ah e Annabeth é de chorar de absurda. nem é o cabelo, é a completa destruição da personagem. fala sério, ela precisava virar apenas uma personagem q está lá para ser bonita? bad.

  2. Social comments and analytics for this post…

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  3. Comprei o livro de Natal para o meu irmão, com a intenção de ler também, mas acabei não tendo tempo. Assisti o filme com ele ontem e adorei, de verdade! Achei que tinha o humor no ponto certo, belas cenas de aventura e ótimos efeitos especiais. Saí de lá realmente feliz. Perguntei ao meu irmão, que havia terminado de ler semana passada e ele me olhou com uma expressão terrível e disse: odiei.

    Foi meio estranho, porque geralmente sou eu que saio decepcionada do cinema, e ele satisfeito quando assistimos adaptações de livros (Como Harry Potter, O Código Da Vinci, Anjos e Demônios e Crepúsculo – sim, eu li). Por vezes, tive vontade de mandá-lo calar a boca, mas me contive, porque também falo o tempo todo durante Harry Potter – inclusive quando estamos assistindo em casa pela 30ª vez… então não posso culpá-lo.

    Enfim, adorei os relatos de vocês =D
    Estou sempre pelo site e adoro tudo!

    Bjos para a Paty ;)

  4. Belle says:

    Esse filme realmente não foi exatamente feito pra quem leu o livro Lorena. É como eu disse, tem que ignorar o livro se quiser ver…

    Mas recomendo que você leia os livros viu?!

  5. Lafayette says:

    Acabei de ler o livro AGORA, estava pensando em ir no cinema ainda hj p/ conferir a adaptação. Se já estava temerosa por ser um produto da FOX, imagine agora após ler esses reviews!!! MEEEEEDO!!!

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